Better Hearts Better Cities alcança 110 mil pessoas em Itaquera

Quase seis meses após o início, o projeto Better Hearts Better Cities, uma iniciativa de sucesso implementada pela Fundação Novartis, com apoio da Associação Samaritano, já atingiu resultados significativos, que merecem ser destacados:

  • 110 mil pessoas alcançadas no bairro de Itaquera, por meio de seis UBSs-piloto;
  • 425 profissionais capacitados nos módulos comportamentais e técnicos;
  • 300 pacientes passaram a utilizar o cartão do hipertenso;
  • 120 conselheiros capacitados;
  • 80 unidades equipadas com as soluções da assistência farmacêutica;
  • 18 mil materiais informativos distribuídos;
  • 7 sambas criados no Concurso Cultural do Coração na Escola Leandro de Itaquera;
  • Dentre os materiais de apoio distribuídos nos treinamentos, estão: mapa da jornada do paciente, cartão do hipertenso e documentos informativos sobre a hipertensão
  • 5.344 pacientes identificados em respostas aos questionários nas 6 unidades-piloto (2,5 vezes mais do que em março de 2018)
  • 20 Embaixadores do Coração treinados por Marcio Atalla e responsáveis pela criação de 7 atividades no território
  • Pílulas do Coração: 1300 pessoas receberam um total de 5441 mensagens sobre bem-estar e alimentação saudável

Em 2019, o projeto segue em fase de consolidação no bairro de Itaquera e se estenderá para 18 UBSs da região, com o objetivo de impactar ainda mais pessoas nesse bairro da zona leste de São Paulo.

O Better Hearts Better Cities é uma iniciativa de sucesso que acontece em mais duas cidades de continentes diferentes: Ulaanbaatar, na Mongólia (Ásia), e Dacar, no Senegal (África). Seu objetivo é conscientizar as populações de maior vulnerabilidade sobre a saúde cardiovascular. O projeto busca transformar a atenção primária por meio de intervenções contínuas na saúde pública.

Em que contexto o projeto surgiu?

O cenário em que surge o Better Hearts Better Cities é o acelerado processo de urbanização que o mundo atravessou de algumas décadas para cá. Com isso, países menos desenvolvidos encontraram dificuldades para suprir as novas necessidades de atenção médica. O resultado é a proliferação de doenças crônicas, decorrentes da falta de recursos para tratamento e da desinformação das populações.

A Fundação Novartis trabalha em diferentes frentes para potencializar o impacto do Better Hearts Better Cities. A entidade soma esforços em pesquisa, trabalho programático junto às populações e articulações com o poder público para implementar mudanças reais.

Por que as três cidades foram escolhidas?

Um dos fatores decisivos para a escolha de Ulaanbaatar, Dacar e São Paulo é a vulnerabilidade das populações a doenças cardiovasculares. Outro aspecto levado em consideração é a grandiosidade das cidades, todas com mais de 1 milhão de habitantes.

Os índices de hipertensão e de morte por doença cardiovascular nas três cidades chama a atenção e reforça a importância do projeto nesses locais. Em Ulaanbaatar, a mortalidade por doença cardiovascular atinge a elevada marca de 40%. São Paulo registra 28% e Dakar está na casa dos 16%.

Os números indicam que há muita margem para evolução na luta contra doenças cardiovasculares nessas localidades. O projeto parte da ideia de conscientização e implementa ações práticas de combate à hipertensão junto aos serviços públicos de saúde.

A realidade de Ulaanbaatar e Dacar

Ulaanbaatar apresenta o índice mais alarmante de mortalidade por doença cardiovascular. Muitas pessoas morrem por complicações decorrentes da hipertensão porque não há tratamento adequado. Uma das principais barreiras é a falta de recursos na saúde pública para um acompanhamento de longo prazo dos pacientes.

Um dos aprendizados iniciais da experiência na Mongólia foi a necessidade de conscientizar a população sobre o uso de sal ao temperar a comida. O consumo muito elevado é um hábito identificado pelos profissionais que atuam no projeto, por isso o processo de conscientização partiu de uma abordagem com foco na alimentação.

Já em Dacar, também há um longo caminho a ser percorrido. Em 2010, a cidade figurou entre as 10 piores cidades para se viver, com base na falta de infraestrutura. É natural que essa deficiência se reflita em números elevados de mortalidade por diferentes doenças.

Dentre os habitantes de Dacar que sofrem com hipertensão, somente 7% recebem o tratamento adequado. Não por acaso, a mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis chega à marca de 34%.

A evolução contínua do Better Hearts Better Cities

As boas experiências registradas pelo projeto Better Hearts Better Cities deixam um legado para as cidades e para além delas. Os aprendizados locais são a inspiração para que o projeto siga em evolução – sempre com a devida adaptação a outros cenários. A melhoria nas condições de vida das pessoas e sua maior conscientização permitem resultados perenes.

Outro ponto relevante do Better Hearts Better Cities é o monitoramento. Os resultados e indicadores observados nas três experiências locais do projeto são analisados pela Fundação Novartis e, posteriormente, publicados para que as boas práticas reverberem e sejam aplicadas em outros contextos. A ideia é que o aprendizado com foco no combate a hipertensão possa ser inspirador para a luta contra outras doenças crônicas não transmissíveis.

Saiba mais sobre o Better Hearts Better Cities no Brasil

Sob a bandeira Cuidando do Seu Coração, o projeto em São Paulo mantém o seu DNA de prevenção contra a hipertensão por meio da conscientização das pessoas.

No início de setembro de 2018, o Better Hearts Better Cities foi lançado oficialmente. O evento de abertura, realizado no Parque do Carmo, em Itaquera, reuniu centenas de pessoas e contou com o apoio do educador físico Márcio Atalla, embaixador do projeto, e da escola de samba Leandro de Itaquera, que também abraçou a causa.

Em outro artigo do nosso blog, contamos em detalhes como foi o lançamento do projeto Better Hearts Better Cities – Cuidando do Seu Coração. Clique aqui para conferir o post na íntegra.

Fonte: Fundação Novartis