Quais são as principais doenças femininas e como preveni-las

Cuidar da saúde é algo importante para qualquer pessoa, mas devemos nos atentar para as particularidades de gênero. No caso das doenças femininas, há algumas a serem observadas com especial atenção.

O Dia Internacional da Mulher é uma data de grande relevância e serve também como gancho para um alerta a respeito das doenças femininas. No post de hoje, apresentamos as principais doenças que afetam mulheres de todo o mundo e apontamos as medidas de prevenção que devem ser adotadas.

Câncer de mama

Causa de milhões de mortes de mulheres a cada ano, o câncer de mama é uma doença extremamente perigosa. É difícil definir um aspecto único que contribua para o aparecimento desse e de outros tipos de câncer, mas existe uma soma de fatores de risco.

No caso do câncer de mama, alguns dos fatores que facilitam o surgimento da doença são o avanço da idade, menarca precoce e menopausa tardia. O sintoma principal é o aparecimento de um nódulo nas mamas ou axilas.

Prevenção: a orientação dada na prevenção a outros tipos de câncer vale também para este. Manter hábitos saudáveis, com uma dieta equilibrado e uma rotina de exercícios físicos, reduz as chances de manifestação da doença. O autoexame regular, embora não seja uma forma de prevenção contra o câncer de mama, facilita o diagnóstico precoce, o que aumenta substancialmente as chances de cura.

Cistite

A bactéria Escherichia coli costuma ser a principal causadora da cistite, uma inflamação ou infecção da bexiga. Os seus sintomas incluem a necessidade exacerbada de urinar, acompanhada de dor na bexiga e uma sensação de ardência ao urinar.

A cistite não é uma doença que aflige exclusivamente as mulheres, mas elas têm maior predisposição a manifestar o problema devido à extensão de sua uretra – mais curta do que a dos homens.

Prevenção: beber muita água e urinar com frequência são duas medidas muito importantes para evitar a cistite. Trocar o absorvente com regularidade e evitar roupas justas que retenha a umidade também são dicas valiosas.

Candidíase

Causada pelo fungo Candida albicans, a candidíase, a exemplo de muitas outras doenças, está relacionada à queda da imunidade. Seu aparecimento não se dá somente por esse fator e tem relação também com o uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticoides. Doenças como diabetes e HPV (papiloma vírus) também podem ser fatores desencadeadores da candidíase.

Essa doença é mais comum entre as mulheres do que entre os homens porque o fungo Candida albicans habita a flora vaginal. A candidíase causa coceira, ardência ao urinar e dor durante relações sexuais.

Prevenção: o uso de absorventes internos é uma das medidas que ajudam na prevenção contra a candidíase. Evitar roupas justas também é uma iniciativa recomendável, bem como utilizar sabonetes de pH neutro.

Endometriose

A pele que reveste o útero, denominada endométrio, descama durante o período menstrual e pode migrar para outras partes do organismo. Quando isso acontece, se caracteriza a endometriose, uma doença que causa cólicas intensas e potencializa o fluxo menstrual. Trata-se de uma doença de difícil diagnóstico, por isso a observação desses dois sintomas deve servir de alerta para a mulher procurar um médico.

Prevenção: ainda não se tem informação de algum tipo de prevenção primária da endometriose. Em relação à prevenção secundária, vale destacar o acompanhamento dos sintomas e a realização de exames específicos para identificar a endometriose ainda em seu início.

Osteoporose

Mais comum entre mulheres acima de 45 anos de idade, a osteoporose se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos. A consequência mais direta é o maior risco de fraturas em costelas e também no fêmur e no quadril.

As chances de desenvolver a osteoporose são mais comuns nas mulheres por conta de algumas alterações hormonais como a queda nos índices de estrógeno a partir da menopausa.

Prevenção: uma dieta rica em cálcio e uma rotina de exercícios físicos são ótimas iniciativas para manter a saúde dos ossos e fortalecer a musculatura. Medicamentos e suplementos também podem ser recomendados em alguns casos, de acordo com a avaliação do especialista.

Ovários policísticos

Relacionada ao metabolismo, essa doença se identifica pelo desenvolvimento de cistos nos ovários. São pequenas bolsas que abrigam material líquido ou quase sólido. Ter um ou poucos cistos nos ovários não necessariamente configura essa doença. Os ovários policísticos têm relação com o tamanho das bolsas e a sua quantidade total.

Ainda não se conhece a causa exata do aumento exagerado no número de cistos nos ovários, mas o histórico familiar pode favorecer o aparecimento dessa doença. Em relação aos sintomas, a frequência mais lenta da menstruação e os níveis elevados de hormônios masculinos são sinais importantes.

Prevenção: não existe uma medida que impeça os ovários policísticos. Por isso, a recomendação é pelo diagnóstico precoce por meio de exames periódicos, que permite o início imediato do tratamento e minimiza as chances de complicações posteriores como diabetes e doenças cardíacas.

A importância da prevenção de doenças

Manter o organismo saudável não é algo que dependa da sorte. Qualquer pessoa pode adotar hábitos que favoreçam o bom funcionamento do corpo e reduzam as chances do aparecimento de doenças.

A Associação Samaritano tem atuado de forma permanente para orientar os brasileiros a respeito da prevenção de doenças. Esse é um dos nossos grandes focos, juntamente com a promoção da saúde.

Por isso, a oportunidade de falar de algumas das principais doenças femininas é também uma forma de incentivar a prevenção. Os cuidados com a saúde devem se uma iniciativas de cada pessoa.

Fontes: INCA e Ministério da Saúde